SubfamÃlia:
Mediocritae maximus
Macho:
O medÃocre macho geralmente força um sotaque carioca mais puxado que o normal, é incapaz de pensar sozinho sendo que todas suas atitudes e palavras surgem de ordem pré aprovada por um produtor, do lugar comum e de sua falta de raciocÃnio básico. Em todas as imagens capturadas do medÃocre macho, seus olhos assemelham-se ao de uma espécie com debilidade mental, e a boca fazendo biquinho ou mostrando a lÃngua caracteriza sua vulgaridade. O macho medÃocre usa camisetinhas justas com mensagens que ele não compreende e acredita que sabe atuar ou cantar. Na realidade não sabe, mas sua beleza associada ao olhar de debilidade e falta de massa cinzenta causa dó na maioria das medÃocres fêmeas que tendem a dar gritinhos deseperados ao olharem para ele. Seu predador natural é uma espécie de apresentador de televisão tatuado e obeso que já seguiu movimentos musicais teoricamente extintos. Atua em novelas utilizando pontos eletrônicos para lembrar de seuas falas sem se dar conta de que, o mÃnimo que ele teria de fazer para ser um bom profissional era decorar falas, sendo ator. Mas não decora, portanto a conclusão de sua incompetência é clara até para qualquer observador desavisado.
Fêmea:
A medÃocre fêmea usa táticas sórdidas (e não muito bem elaboradas) para não se passar por medÃocre, camuflando sua verdadeira identidade boçal. Diferente do macho, este exemplar de fêmea aqui exposto manipula suas palavras de maneira desconexa e sempre inserindo conceitos de lugar comum e palavras de fácil associação com algum nÃvel de cultura básica. Deferindo palavras de auto-estima, esta medÃocre diz que é “assim mesmo” e que “se fodam vocês bando de invejosos”. A tática dela geralmente funciona com outros medÃocres que assistiam à sua extinta participação na TV. A questão é que a medÃocre crê veementemente que também é atriz, e coloca nos palcos um clássico da literatura infantil mundial, mais conhecido por ser o livro favorito de misses. E assim, mesmo não tendo intimidade com a atuação, a medÃocre propõe um programa infantil e mais uma peça baseada no conto do soldadinho de chumbo. A impressionante capacidade de atingir idade mental máxima de uma garota de 14 anos causa espanto, mas principalmente volúpia na cabeça dos machos pela fêmea ter um corpo bonito e ser loira. Associando este fator com sua idade mental, surge a fêmea ideal do macho medÃocre.
Hábitos:
As duas criaturas possuem hábitos diurnos de caminhar no calçadão carioca e tomar muita água de coco. Visitam praias e entram no mar. Também passeiam pelo shopping, sorrindo e sempre de chinelos. Seus hábitos noturnos incluem festas de aniversário, shows de MPB, peças de teatro e estréias de cinema. A fêmea mantém um blog, no qual tenta mostrar ao seu público que seu cérebro não é tão disfuncional quanto pensam, mas sempre acaba comprovando sua debilidade. Já o macho, devido a sua atuação (ou não atuação no caso) fica difÃcil compreender se ele sequer é alfabetizado.
Trivia:
As pessoas medÃocres tendem a sentir uma atração inexplicável de observar o casal, como comprar revistas e acessar sites com a imagem do par realizando alguma atividade corriqueira e sem-graça.