31.03.2008

Neura


(Texto originalmente publicado em 2006 no meu outro blog, que aparentemente virou email viral…)

Existe um segredo feminino que todos os homens gostariam de desvendar. Uma coisa que nenhuma mulher gosta de falar sobre, muito menos lembrar que existe. Serei honesta aqui: Todas as mulheres tem uma relação estranha com o ato de cagar (vou usar a palavra comum nesse caso, porque defecar é feio pra diabo). A mulher (típica) faz milhares de malabarismos para disfarçar o ato. Evita ao máximo, sofre de prisão de ventre, não consegue fazer em lugares públicos, nem na casa do namorado (que vergonha) , na casa da melhor amiga… Não importa, para uma mulher só é fácil cagar se ela estiver sozinha na casa dela e souber que ninguém vai se aproximar daquele banheiro dentro da próxima hora. Existe um nome científico para esse problema: Parurese ou paruresis.

Não sei porque fazemos isso com nossos intestinos, mas para uma garota, cagar é uma das coisas mais humilhantes que existem. Uma mocinha não acha divertido ou relaxante, não possuímos a filosofia “vou ler o jornal de domingo sentadão na privada até deixar marca do tampo na bunda”. Mulher foge disso. Ela quer cagar e sumir, ou milagrosamente, fazer uma merda inodora, silenciosa e que ninguém no universo jamais note que ela cagou. Depois, quer sair do banheiro flutuando com pequenas borboletas aos seus pés, exalando o perfume da flor mais formosa.

O fato é que o ser humano caga. E isso fede. E também faz sons horríveis. Penso que a evolução já devia ter dado um jeito nisso, pelo menos para as fêmeas. Deixe as fêmeas sem caca. Liberte-nos disso! Por enquanto, passaremos nossos dias disfarçando o quanto pudermos, segurando os movimentos peristálticos até o limite, suando frio, ligando a torneira pra acobertar o barulho, jogando sabonete líquido dentro do vaso para desinfetar os ares, e jamais comentando “estou com uma caganeira absurda!”.

Eu, por exemplo já saí do trabalho no meio do expediente, dando o falso o motivo de buscar algo em algum lugar, peguei meu carro e fui cagar em casa. Já passei mal na casa do namorado, a ponto de dizer “me leva pra casa, preciso buscar um negócio” só para usar meu banheirinho. Pelas ruas, pelos shoppings, é um eterno martírio. Eu sei que soa ridículo, me sinto ridícula às vezes, segurar merda não é legal. O pensamento “não cago e mantenho tudo aqui dentro” é mais porco ainda. Você é um armazém de fezes. Ugh.

Para se ter noção do tamanho do problema:

No Japão, você encontra nos banheiros femininos, dentro de cada cabine, um negócio parecido com um rádio. Se apertar, o troço vai fazer o som de uma descarga alta. Mas é só o som, a descarga não rola. Aí você se pergunta: “Mas que porra inútil é essa?”. Explico: Lá, as mulheres tem tanta vergonha dos sons e do “cheirinho” do cocô, que elas dão cerca de 10 descargas enquanto cagam. Isso mesmo, a mulher fica apertando a descarga durante todo ato. 1, 2, 3, 4, 5 vezes, não importa, enquanto estiver ali, vai apertando o negócio e gastando 30000 litros de água. Aí os japas inventaram o dispositivo que simula o som de uma descarga. Assim as moças podem cagar em paz, discretamente ao som de um jorro avassalador de água no vaso. É meio idiota porque todo mundo sabe que você está cagando se a coisa fica “chuáaa, chuáaa, chuáaa” sem parar.

Uma vez vi uma matéria inteira sobre “como disfarçar a cagadinha na casa do namorado” em uma revista feminina. Várias dicas de como “distrair”e “disfarçar” o ato desagradável. Peça pra ele comprar alguma coisa na padaria, ou cague antes antes de tomar banho mantendo o chuveiro ligado para ele não ouvi, use bastante shampoo… Enfim, como eu disse, existe uma sequência de ações para esconder do mundo que nós cagamos.

É tão grave, ao ponto de eu ter ouvido de vários homens a pergunta “Mulher caga?” muitas vezes em minha vida. Pois é, a gente caga, mas não faz questão que o mundo saiba.

Aliás, esqueçam tudo que vocês leram aqui.

Mulher não caga, eu menti o texto todo.

27.03.2008

Oba!

Só agora me toquei com o contador de visitas ali…

O Shoe-me ultrapassou 500 mil visitas!

Obrigada a todos os leitores (os fiéis e os de passagem) fiquei muito contente.
Vou preparar um drink pra celebrar, inclusive dançarei pela sala ouvindo esta música fofa:

Atente o clipe com a diva-mor do Shoe-me a lindíssima Monroe e seu sorriso maravilhoso. Uma prova de que sorrir não pega mal jamais, e sim, é super sexy!

Beijos felizes a todos!

PS: A música chama-se Put On a Happy Face e é interpretada pela voz suave de Blossom Dearie.

À milanesa

Em 2002 eu estive na Itália. Fiquei um mês lá rodando entre cidades históricas, museus, igrejas… Passei por Veneza, Florença, Roma… Toda aquela história. Minha última parada foi em Milão. Minha viagem foi muito bacana, com a grana contada eu fiz pouquíssimas compras, mas com tanta coisa bacana pra ver e fazer, eu nem pensei muito no consumo.

Até o dia em que pisei em Milão. É uma cidade bem diferente do resto da Itália, a maneira como as pessoas se comportam, o ambiente. A Itália tem toda aquela carga histórica, as pessoas em geral são bem caricatas, sim elas falam alto, os homens são todos sem-vergonha, muita gente grossa e ninguém quase fala inglês. Mas Milão é diferente, é mais cosmopolita, mesmo com suas relíquias de tempos passados, ela é nova. Foi lá que eu resolvi por em prática meu plano de pobre.

Já que eu só tinha dinheiro para comer, pagar o hotel e entrada de museu, e estava cercada com todas aquelas lojas de roupas chiquérrimas, resolvi fazer a íntima com o luxo. Um belo dia coloquei o melhor modelón eu fui à belíssima (e cara!) Galleria Vittorio Emanuelle, tomei um café espresso de 16 reais (na época o euro era 2 reais) depois entrei nas lojas e comecei a provar sapatos. Eram sapatos de dois mil reais, preço mínimo, não podia comprá-los, mas a alegria de prová-los já era suficiente. As atendentes das lojas eram muito simpáticas, e o que tinha de japonesa levando mil sacolas não é mole. Entrei em uma loja da D&G, e fiquei abismada ao ver uma regatinha chinfra de algodão com um silk horrível por 200 euros. Aliás, a loja da D&G que eu fui parecia uma Colcci, era blusinha, casaquinho, vestidinho… Tudo “inho”. Achei cafona.

Minha emoção foi entrar na Prada, tinha acabado de chegar a coleção primavera/verão. Provei um dos sapatos mais fofos do universo, e me despedi dele com um “adeus” doído de quem não dispunha de 1.800 euros para levá-lo. Apesar do miserê meu dia de “fake rich” valeu a pena, me diverti. Por muitas vezes me pego ainda hoje abrindo sites sobre Milão, vendo fotos dos lugares e das ruas que passei, só pra lembrar da experiência.

Essa é a Galleria Vittorio. E a loja da Prada onde provei o sapato fofo.

Em abril agora começa a o Salão do Móvel de Milão, muitos sites acompanham os acontecimentos e este site aqui, vai reportar todos os eventos envolvendo a cidade durante todo o Salão. Eu acho mais interessante do que a Semana de Moda de Milão, principalmente porque aparecem mais fotos da cidade, acontecimentos envolvendo arte e design, do que nas passarelas. Não que eu não goste dos desfiles (muito pelo contrário), mas a cidade em si, já é um espetáculo.

26.03.2008

Tem algo estranho na sua cara

Ana Maria Braga, eu não sei bem o que se passa aqui, mas parece que alguém pegou sua cara, descolou do seu crânio depois pregou de volta com cola pritt:


Tá meio que parecendo…


O Falcor.

Botox Descontrol Mode ON

25.03.2008

Marcha Nupcial

Então no Rio, durante a feira das noivas, alguns estilistas apresentaram suas criações ecológicas.

Entre elas, a noiva coqueirinho de jardim:

Parece que a moça foi pega de surpresa pela tempestade de vento, enquanto atravessava uma plantação de coco.

Momento Foto Ingrata - Baixou a Tancinha

Eu me sinto velha quando lembro da Tancinha, a personagem “gostosa e burra” da Claudia Raia em Sassaricando. Ela tinha um sotaque estranho, meio mistura da Mooca, bairro aqui de São Paulo.

E nessa foto, Raia encarnou a Tancinha de novo.

Adoro a cara de desespero “ma perdi meus sapatu Zé Pedro!”

Que quiser conhecer a Tancinha, é só jogar no youtube.

Paola Bracho te despreza

Ontem estava com a TV ligada e eis que ouço uma música. Olho para a tela e vejo que é a abertura da novela das seis da Globo, Desejo Proibido. Eu não assisto novelas mas estranhamente eu sabia cantar a música:

Eis que em meu pequeno ser, surge a lembrança da obra prima da teledramaturgia mundial!

Roubaram a música da Usurpadora!

Que despeito!

Paola Bracho despreza essa gentinha!

24.03.2008

Gostosura

Meu gosto musical é assim. Eu ouço, gosto e compartilho. Internet é assim, e pra mim meus leitores são meus amigos.

Eu acho um doce. É cafona?

Getting Away with It by Electronic - A banda que resultou da debandada do New Order.

Influenciada

Oras, se a Janet Jackson pode…

Eu posso também!

Mesmo que seja uma catástrofe fashion.

Claudinha, sugiro também um piercing a la Jackson:

Bunita.

Tuelho

É um mimo:


O homem comanda o maior exército do planeta e arranja tempo para abraçar uma coelha de avental roxo.

Enquanto isso, noffo querido prefidenthe tomafa um whisquinho com linguifa. Foi se o tempo dos líderes. Estamos nas mãos de idiotas!


Sir Winston Churchill chora.

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